Conquistamos, ontem, mais 3 pontos importantíssimos para mantermos a esperança de jogar a Champions no próximo ano. Já se vê o Braga a olho nu e ainda há 18 pontos em disputa.

Numa situação normal não seria de esperar, contra o Belenenses, um jogo complicado mas a irregularidade dos últimos jogos punha em causa esta premissa. Havia, no entanto, a curiosidade de ver como se comportava a equipa no “novo” modelo de jogo e obviamente se teríamos em campo o Bruce Baner ou o Hulk.

Durante todo o jogo foi notória a superioridade do FC Porto que cedo conseguiu detectar as fragilidades na defensiva do Belenenses mas infelizmente sem grande consequência. O FCP não fazia um jogo em pressão mas controlava o meio campo pela sua qualidade técnica e superioridade numérica, contudo, não era observável grande definição na altura de atacar e dava a sensação que o esquema não está interiorizado apesar de J. Ferreira ainda querer estampar ali o 433 com subidas do Ruben pelo lado esquerdo. Fiquei com a sensação de que os médios se atrapalhavam uns aos outros e então quando os laterais subiam os desnorte parecia maior. Hulk fez neste período o jogo que conhecemos dele, agarrou-se à bola e rodeado por 3 ou 4 jogadores do Belenenses não era capaz de soltar aquela para um colega. De referir que o meio campo não acompanhou algumas destas arrancadas.

Ainda na primeira parte surge o golo de Rolando, numa jogada de bola parada. Golo em fora-de-jogo que é um grande frango do Bruno Vale, que minutos antes tinha feito uma grande defesa após cabeceamento do B.Alves. Apesar de tudo a noite corria bem. Nada como ir para o intervalo em vantagem e quando era visível que o Belenenses não tinha argumentos para dar a volta ao resultado.

Na segunda parte o Porto entrou bastante mais dinâmico com Hulk a evidenciar-se não só pelo grande golo que marcou mas também pelas assistências que fez para os 2 golos de Falcão sendo que o ultimo foi anulado, ainda estou para perceber porquê. Continuamos a ver, neste segundo período, o Falcão sozinho e o meio campo a tentar perceber como devia jogar, principalmente Guarin que apesar de alguns roubos de bola não conseguiu entrar no jogo.

Publicada por RS segunda-feira, 29 de março de 2010

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