O FC Porto fez mais uma vez o que lhe competia fazer no seu terreno e defrontando um adversário que, não tendo a capacidade de contrariar o verdadeiro FC Porto, conseguiu ser um osso duro de roer para este FC Porto.

O FC Porto vinha de uma sequência de resultados pouco positivos e fracas prestações exibicionais enquanto que o adversário entrava no Dragão com o rotulo moralizador de surpresa da Liga Sagres.

Felizmente cedo os portistas perceberam que em campo não estava o FC Porto dos últimos jogos mas sim uma equipa com vontade de contrariar a tendência anterior e imprimir um ritmo acelerado favorável às suas transições. Não tendo conseguido manter este ritmo regularmente durante o jogo viu-se a ganhar e por momentos um nó que parecia difícil de desatar desfaz-se pela sorte e insistência de Hulk.

Pensei que, a ganhar por 1-0, as ordens seriam de recolhar e deixar o adversário jogar, como de resto tem sido nosso apanágio, no entanto, o Rio Ave, volta a atar o nó e desta vez bem forte como só os pescadores e homens do mar sabem.

A partir daqui o FC Porto não baixou os braços mas o adversário percebeu que não podia arriscar. É neste momento que se nota no FC Porto o desnorte no meio campo e a grande solidão de Falcão na frente de ataque.

O Belushi como 10 que é, está habituado a jogar na frente e até desempenhou bem este papel com alguns passes e jogadas interessante, contudo, faz falta também no momento de criação, pois pareceu-me que não se deslocou no sentido de pegar no jogo, de aparecer nas zonas vazias do meio campo e levar a bola para a frente.

Por outro lado, se era sua função permanecer mais à frente deveria caber então ao Fernando deslocar-se mais para a frente e para a direita fazendo parelha com o R.Meireles no meio campo. Talvez o rigor táctico do Jesualdo, este rigor que nos faz desesperar, não permitiu esta hipótese e guardou o Fernando apenas para destruir jogo. Há aqui também uma paragem no desenvolvimento do Fernando como jogador…

Continuo a não compreender a solidão que vive o Falcão, será que os colegas não gostam dele por desperdiçar golos feitos e penalties como fez novamente neste jogo? O que é certo é que a receita que de inicio deu frutos, Hulk mais perto do ponta de lança, não mais se voltou a ver e Falcão voava sozinho...

Jesualdo fez as substituições da aflição e com a carne toda no assador coube a Varela, a revelação deste FC Porto e um jogador à Porto sem dúvida, resolver a partida a 10min do final.

É evidente a melhora no FC Porto mas continua sem conseguir, em situações onde tem que ir à procura do prejuízo, ser eficaz, produtivo e coerente, tal são as amarras tácticas de Jesualdo e a sua visão curta.

Publicada por RS quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

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